quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Solitude - Bordando Anita Malfatti








Em fevereiro deste ano de 2012, afastada do bordado, fui convidada pela Jaci para fazer parte do grupo Ciranda Bordadeira e fazer uma releitura bordada de uma obra da Anita Malfatti. Iria para a exposição "Bordando os Sete".

Foram 52 dias bordando - os últimos, incessantemente - no ensaio e erro, no desmancha e refaz. Mas o resultado agradou, a satisfação foi grande. Abaixo o original, Paisagem Amarela, de 1915.





Bordadinho Zen




Este é um trabalho singelo. Fiz porque queria treinar um ponto "ajour" na baínha, e também este modelo delicado de flor, um tipo de "lavanda rosa".

Domingo no parque






Fiz este trabalho nas aulas da Jaci, em linho beige. Adoro bordar em linho puro!

Peguei um desenho infantil de um livro inglês e tirei as pessoas e animais. Depois foi só ir inventando os pontos a usar no tronco das árvores, nas folhas, nos canteiros...

Acabou virando capa do Caderno do Coração, que eu mandei imprimir, e também descanso de tela no meu micro.


Novidade na rotina




Para este bordado fiz um workshop de "aquarela" no tecido, com a Sonia e a Jaci. E aproveitei as manchas aleatórias para me direcionar no trabalho - fui caseando à volta delas e achei o efeito interessante.

Enquanto pintava, ia cantando a música do Caetano, que celebra o desenrolar do dia como se fosse a primeira vez, e não uma rotina.

Meses bordados


Este projeto faz parte de um sonho que não se realizou: a publicação de um Diário de Gratidão. Um custo inviável para o meu bolso. Mas valeu o exercício com as mãos e a imaginação.

Não fomos felizes com estas fotos, que deixaram o linho em tons diferentes em cada uma (e as linhas, consequentemente), embora todos os retângulos fossem partes de um mesmo pedaço de linho pérola.
 












segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Paisagem no linho - Bordando a cura





Aqui começa a minha aventura no linho. Irreversível. Quem começa a bordar em linho, não quer mais saber de tecido sem trama definida. E delicada. O bordado aqui flui.

Levei alguns meses bordando esta paisagem, aprendendo pontos com a Sonia Bianco, minha professora em 2009 e amiga querida até hoje. Também folheava de quando em quando o livro ABC do São Francisco, da Sávia Dumont e aproveitava algumas ideias - como estes pontos retos da foto acima.

Fiz 3 riscos sinuosos e dividi o trabalho em 4 partes: canteiro, rio, vila e céu. E enquanto bordava acompanhava meu marido num tratamento que durou 8 meses, na certeza de estar bordando a sua cura e levando um pouco de colorido aos momentos difíceis de 2009. Valeu!

Presente para minha mãe

Ainda sem conhecer as delícias de se trabalhar num pedaço de linho, bordei uma dura toalhinha de bandeja em talagarça, para dar à minha mãe. Fui inventando flores com os pontos básicos e variando as cores. Tentei resgatar um ponto ajour ou semelhante, procurando na internet, e entre acertos e erros fiz a baínha. Em março de 2008!

A Árvore da Vida




Depois de fazer o workshop com a Sávia Dumont, quis muito experimentar - inspirada pelos trabalhos da sua família - preencher toda a área do tecido com pontos e cores. Ainda usando a dura e rude talagarça, arrisquei fazer uma árvore com meus filhos e neta, além de um projeto de neto(a) deitadinho(a) no ninho, esperando que ele(a) se torne, em breve, real na nossa vida.



Basicamente usei ponto haste (tronco), ponto margarida (folhas) e alguns rococós no canteiro de flores. Tive dificuldade com as figuras humanas, mas a Sávia, num 2º workshop, me deu pequenas dicas como fazer bracinhos e perninhas com apenas 1 ponto chavão. O tracinho no meio do ponto cumpre o papel da articulação. Em agosto de 2008!

domingo, 15 de abril de 2012

Conhecendo as irmãs Dumont




Em abril de 2008 uma colega de "Jardim Secreto" me mandou um email: "uma Dumont, a Sávia, virá a São Paulo para fazer um workshop". Enlouqueci. Não poderia jamais perder uma oportunidade dessas.

As Dumont são 4 irmãs mineiras, que com sua mãe Antonia fazem um bordado coletivo. Têm seus livros próprios, ilustram livros de outros, fazem bordados sob encomenda para exposições etc.

Com a Sávia eu comecei uma mandala de pontos, do básico até alguns mais elaborados. Um bom início, porém apenas 3 manhãs.

O início dos bordados




O início foi quase "sem querer", em fevereiro de 2008. Uma proposta para criar um "jardim secreto" com linhas e fitas disponibilizadas na mesa.

Pontos? Praticamente nenhum. Aqueles da infância, da adolescência, que cada uma trazia consigo: alinhavo, ponto atrás, ponto corrente.

Novidade? Nesse dia aprendi o nó francês - que pra mim era um mistério. E logo de cara já sai usando, enchendo o céu de nozinhos amarelos.


O que a Cibele me ensinou? O nó francês e uma grande lição de vida: posso ter liberdade para bordar, não preciso ficar presa a padrões pré-estabelecidos. Em 4 aulas, ela nunca opinou sobre combinação de cores, tipo de ponto escolhido, certo ou errado. Tudo estava certo! Era o meu certo!

Além disso, ouvi falar pela 1ª vez das "irmãs Dumont". Ficou a curiosidade aguçada.